segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mudanças e lógicas

Quando éramos pequenas, sempre que a minha irmã se machucava eu costumava perguntar:
 -Essa é a pior dor que você já sentiu?
E ela sempre respondia:
-Sim, é.
Sempre questionei o referencial, a gente muda de ideia o tempo inteiro, um grande amor pode ser apenas uma paixãozinha boba no decorrer da sua vida. Uma dor absurda no presente pode ser um pequeno mal-estar se comparado a uma nova dor no futuro.
Os referenciais sempre mudam, queira você ou não.
Quantas vezes você já se pegou pensando o que faria se conhecesse o seu futuro no passado?
Se alguém te contasse que aquele momento difícil seria crucial para a construção dos seus valores?
Se cada vez que você caísse, se lembrasse que vai aprender a se erguer?
Quantas vezes você acreditou que mudaria de opinião?
Se não acredita que vai mudar de opinião, acredite! A vida mudará!
O mundo gira, se você não mudar, as pessoas ao seu redor mudarão. Você se pegará em situações inusitadas, as relações mudarão, os espaços serão outros, tudo muda o tempo todo.
E tais transformações só respeitam uma lógica: a do tempo.
Não adianta tentar manipular os fatos, o que tiver de ocorrer, acontecerá, pense você o que quiser.
Hoje só me responsabilizo pelos meus sentimentos atuais e entendo que pertencem a este determinado momento histórico. Se eu descrevesse a minha vida, os meus sentimentos, as minhas relações tais quais elas são hoje, provavelmente me acharia ridícula daqui 10 anos quando relesse essas linhas.
 Posso dizer que tenho um ideal de trabalho, uma meta de vida a médio prazo, um ideal de felicidade. Posso dizer que minha casa é meu reduto de paz. Que não saberia viver sem os meus pais. Que meus amigos de infância deverão ser meus padrinhos de casamento, se é que eu vou casar.
Se eu pudesse apostar alguma coisa do futuro diria que meu maior medo continuará sendo o mesmo medo desses 27 anos: a solidão compulsória.

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