terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Para alguns o amor é triste
para o outros o amor nem sequer existe
para outros, ainda, o dinheiro compra até amor verdadeiro.
Mas eu prefiro acreditar nas palavras que dizem
que mesmo quando não houver mais nada nem fé, nem esperança
o amor continuará resplandecendo no universo."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É, vai por aí!


  Olhar a estrada, é literalmente assistir a vida passar, é pensar que aconteça o que acontecer os dias vão escurecer e clarear novamente, nada vai parar... nunca. E por mais simples que isso pareça, nem sempre a nossa vida respeita essa ordem cronológica, eu queria ter uma tecla “pausar a vida”, pra poder refletir, digerir, mas o trator continua a passar. E um dia quem não vai estar aqui para admirar mais um dia raiando, serei eu. É tudo tão imediato, vivemos pra hoje, odiamos esperar, o seu prazo era ontem, você não fez isso? Deixou aquilo, ou aquele passar? Pois é passou... até que eu decidi que não vou mais pensar, deixa passar, se for importante, o tempo vai parar, como parou algumas vezes.
Deve ser por isso que eu sou uma pessoa tão ligada a saudade, saudade de tudo, amigos, tempos, sensações, cheiros, risadas, abraços, até daqueles tombos porque sempre tinha alguém especial pra me ajudar ( é eu não tenho motivo pra sentir raiva de Deus), minhas avós... mas sei que vivi cada um desses momentos ( e dessas pessoas) com uma intensidade única, e hoje meu horizonte é viver todos os novos momentos com a mesma intensidade.
Contar os degraus da escada desde pequena, pão com molho porque eu não gosto de salsicha, maquiagem pra cachorro, fazer fru-fru nas férias, bolinhos de chuva, chácara, brincar de filhotinhos, nadar, forrós, pipoca de saquinho, sorvete de potão na porta da escola, aulas inesquecíveis mesmo acordando as 5 da manhã, amor, ciúme, golinho, choro, carinho, sorrisos, saudade, tristeza, conversas intermináveis, ternura, respiração, tempo, maresias, amigas, festas, novos caminhos, novas metas,novas conquistas, vida adulta, antigos medos, velhas crenças mas novas visões... leveza.

É, vai por aí!

"...e os meus olhos ficam sorrindo..."


  Além de exemplificar, me traz um imenso prazer, sorrir não só com os dentes, mas usar o corpo e a alma, alegrar o espírito, me sentir leve. Estar entre os meus, encontrar pessoas de alma pura, sentir querer-bem, fazer o bem pra alguém que não esperava e receber o bem de alguém inesperado, sentir paz de espírito, poder ser eu mesma, sentir sintonia com o outro, ouvir palavras de carinho, abraços (...), sentir-se completa, entender o seu dia, aprender com ele, sentir saudade boa, olhar no olho e ver refletir felicidade, fechar os olhos e ver que só cabe dentro de você aquilo que te faz bem.

É isso que eu desejo a todos os meus, a todos os seus, e a todos que um dia fizeram meus olhinhos sorrirem!

domingo, 18 de setembro de 2011

Diz

Falta muito?
Onde ele está?
Se perdeu na estrada da minha vida?

Diz que serás bem vindo,
que aqui dentro, espero: vazia.
Diz que o quero
Que preciso, e prometo
Prometo tratá-lo docemente


Diz que a casa é grande
Que o espaço é dele
Que não há móveis velhos,
Que tudo ficará como ele gosta;
seja lá como for.

Diz que o aluguel é barato
e que eu não cobro
só retribuo.
Vai lá e diz.

Autobiografia

Eu prefiro acreditar nas pessoas a viver desconfiando de tudo e de todos.
Eu prefiro abraçar de peito aberto e abrir um sorriso a esconder o que eu sinto.
Eu prefiro viver cada dia de uma vez a esperar do futuro mais do que ele tem pra me oferecer.
Eu prefiro pessoas de alma leve e mente livre.
Eu prefiro explodir a guardar mágoas.
Eu prefiro correr atrás da felicidade a lamentar meu destino.
Eu choro sempre que sinto vontade.
Eu cultivo e semeio carinho, porque é essa a fórmula pra nunca ficar sem.
Eu me encanto por visões diferentes e me fascino quando as pessoas defendem os mais diversos pontos de vista.
Eu cuido do que eu gosto porque é como se cuidasse de um pedaço de mim.
Eu não nego ajuda a ninguém, e faço isso pela simples experiência da troca.
Eu guardo as melhores pessoas, os melhores momentos, aprendo com as piores dores e convivo com a saudade diariamente.
Eu me orgulho das minhas raízes e dos meus valores, mas não aceito nada como verdade absoluta, aprendi a rever meus conceitos sempre que necessário.
Eu sempre peso prós e contras, e isso acaba me rendendo dúvidas homéricas.
Eu não tenho uma boa relação com perdas, nem com perdões.
Mas não me limito a fechar meu coração, ele tem uma grande porta de entrada, e a saída é tão escondida que dificilmente alguém encontra essa portinha.

Tempo

“Feito um avarento ele contava os minutos, cada segundo que se esvai (...) enquanto ela esbanjava suas horas ao vento.”
A cama acordou maior que o de costume. Logo ela que sempre foi egoísta na hora de dormir, sentiu falta do corpo dele.
Naquela noite ela abriria mão da sua conhecida diagonal da cama. Não se tratava de um luxo, nem uma demonstração de amor próprio, era apenas uma triste declaração de solidão.
A noite foi um rito de despedida, ela expôs tudo que sentia e incomodava, ele, político como sempre, explicava que seus minutos eram cronometrados entre tudo que acreditava ser importante. Ela entendeu o recado, só pediu para que ele respeitasse a postura e o tempo dela. Foi a forma que ela escolheu para se preservar.
O dia amanheceu triste, não tinha como ser diferente, ela que sempre despertava sorrindo, não queria acordar.
Porém, ela sabe, é só mais um dia triste, como tantos já passaram, é só respeitar o tempo.