Quantas vezes você o mandou pro inferno?
Todas que eu tive vontade.
Quantas vezes ele riu disso?
Quase todas as vezes.
Quantas vezes você disse o sentia por ele?
Poucas, mas todas com sinceridade.
A gente sempre se divertiu juntos, a gente sempre foi amigo, ele tem bom gosto pra escolher amigos, ele ria e me fazia rir o tempo todo. Ele ia pra onde eu fosse, ele era melhor que todos os outros. Era melhor estar ao lado dele do que ao lado de qualquer um.
Um dia ele tentou me convencer que eu não precisava ter ciúme dele, porque eu sempre teria meu lugar cativo perto dele.
Mas o que ele dizia era da boca pra fora, na verdade ele nunca conseguiu lidar com o que eu senti por ele, eu o queria por perto, como quem quer alguém querido, não havia ( mais) dúvidas, mas ele não soube lidar com isso. Ter uma amiga mulher mexeu com ele, como se houvesse um limite.
E isso me fez mal, mais uma vez. Não queria mendigar o carinho de ninguém, queria a espontaneidade dele de volta. Queria a minha também.
Eu não queria, mas sinto sua falta.
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