A vontade, o desejo de fazer, de se entregar, se você começa a questionar tudo... não tem que ter apego demais ao que se faz, a ponto de descartar e construir de novo; até que num momento, isso represente uma beleza comum entre todos que estão envolvidos."
Lenine, em entrevista sobre o novo trabalho "Chão"
Não se trata de medo do novo, é o apego ao velho, é esse o fato. Grande parte das minhas escolhas/ decisões foram tomadas após muito tempo de análise e reflexão. Sei que foram bons momentos mas confesso que perco o limite entre o que já fez e o que ainda me faz bem.
Por mais contraditório que isso pareça, não tenho apego material, meu apego está ligado às experiências que vivi, e principalmente às pessoas que estiveram comigo.Sou movida à saudade, agrego pessoas em tempo integral, mas detesto quando as perco.
É como disse um texto anterior: "entrou na minha vida é favor não sair!" Porém aprender a ser só, tem me obrigado a entender que mudanças são necessárias, e as consequências não são trágicas, são partes de um processo.
Estou de cara com um novo desafio, frente a frente com mais uma situação que instiga, enche os olhos, volta a dar sabor a vida, isso com certeza incita à coragem de se desapegar daquilo que já não causa mais frisson, o gosto pela vida não pode ser insosso, aliás , ideal é quando ele está apimentado, no ponto de aguçar o paladar e despertar todos os demais sentidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário